Este ano ficou bem visível que diversas organizações estão se envolvendo com start-ups no Brasil. Aumentou a quantidade de iniciativas e também a visibilidade proporcionada – está na moda.

Vemos negócios gigantescos em setores tradicionais chamar empresas em estágio de experimentação, proponentes de produtos e modelos de operação inovadores (em alguns casos, radicalmente diferentes do que o mercado está acostumado). Totvs, Locaweb, Mercado Livre, Buscapé, IBM, Microsoft, Google, Intel e Samsung são empresas de tecnologia, portanto é menos impressionante que tenham programas de inovação aberta, façam fusão e aquisição, bem com corporate venture capital.

O inusitado é que Mondelēz, PepsiCo, Bradesco, Natura, Tecnisa e até outras grandes empresas de áreas mais tradicionais (ou menos voltadas ao B2C) vêm andando com as moderninhas start-ups – e não apenas para tê-las como fornecedoras, mas como parceiras de negócio. Nos Estados Unidos, já participei de eventos cujo objetivo era “hackear” automóveis topo de linha de fabricantes super-reconhecidos pela tradição, tratando seu produto e seu negócio como uma “API aberta”. Talvez o recado seja “pode fuçar à vontade; é tão bom que sempre fica melhor”.

Penso que os motivos corporativos para “andar com start-ups” possam ser de dois tipos: (1) para que as organizações andem “como” as start-ups ou (2) para que elas não precisem andar “como” as start-ups. Se as start-ups são caracterizadas por condições de extrema incerteza (altíssimo risco) e a maioria delas não consegue se provar no mercado, então o que tem de bom em uma start-up?

Um dos melhores argumentos que já ouvi ou li sobre o que uma start-up tem de bom veio de Peter Thiel, que cofundou o PayPal e uma série de outras empresas altamente concentradoras de poder econômico (devido ao grau inovador da tecnologia). Em seu livro Zero to one: notes on startups, or how to build the future, ele explica, entre várias questões bastante consistentes (leia neste link uma resenha que fiz), que a coisa mais preciosa em uma start-up é seu momento de fundação.

Continue lendo meu artigo de 19/11/14 na HSM Educação Executiva.

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