Existem duas correntes de pensamento principais quando se pensa em sucesso e fracasso. Uma diz que você deve buscar o sucesso a todo custo, como se os meios justificassem os fins. É a corrente de mudar de estratégia para alcançar o objetivo, da persistência, da obsessão. É o caminho dos desbravadores aguerridos, facão em riste abrindo picadas pela mata inexplorada, do poder do mais forte.

Outra corrente abraça o risco do fracasso em nome do aprendizado. Evangelistas de leal startup dizem que uma startup significa uma organização temporária em busca de um modelo de negócio escalável – e que, para isso, tem como missão sair das condições de extrema incerteza. Nesta corrente, aprender o que não dá certo é tão importante quanto descobrir o que dá certo. É a corrente dos experimentos, das validações de hipóteses. Tem toda uma ciência aplicada. Quando se testa na prática uma hipótese e se descobre que ela não tem validade, considera-se como uma vitória parcial para sair da escuridão do nada, em direção à luz do viável – enquanto a corrente do sucesso a todo custo diria que é uma derrota parcial.

Nem sempre você está absolutamente em apenas uma das correntes, elas são águas que se misturam – pois vivemos em sistemas, como fontes aquáticas que se encontram e misturam suas diferentes águas. Mas muitas vezes ficamos cativos, capturados em uma dessas mentalidades. E dizem que empreender e inovar é uma questão de cultura tanto quanto de técnica, processo, método. O que me lembro desde a faculdade é que “você pode ter uma ideia, mas uma ideologia é uma coisa que tem você”. Isso sinaliza que a determinação tem limite – e aí entra tanto o desapego quanto a sabedoria de não ficar batendo com a cabeça na parede.

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