Entra ano, sai ano e as pessoas seguem fazendo suas listinhas com resoluções para o ano novo. Algumas cumprem, outras deixam de lado. Outros já nem prometem nada para si mesmos. De minha parte, acredito que foco é direção: se você presta atenção em uma coisa, é para lá que você está sincronizando seu caminho. Os pilotos de corrida sabem bem disso: se olham para a pista, seguem na pista; se olham para fora da pista, acabam indo para fora!

Um dos problemas das listas e objetivos é o dimensionamento. Às vezes, coisas muito vagas ou muito grandes não tem como ser cumpridas. Tipo, salvar o mundo, salvar os animais. Talvez devesse ser algo mais específico, tipo “ajudar a diminuir a quantidade de animais abandonados no bairro node moro”. Também não precisa ser específico demais: “resgatar 12 cães marrons que estejam deitados de lado em horário de meio-dia na esquina entre as ruas x e y”.

Também tem a questão do tempo. Antigamente, parecia que 1 ano inteiro durava… todo um ano! Hoje em dia, 1 ano inteiro passa rapidinho em um ano. Bem, uns dizem que isso é coisa da idade, outros dizem que é coisa dos nossos tempos mesmo. Na dúvida, ambos fatores se reforçam. Mas há diferença na forma como você mede o ano: se for em semestres, ou em meses, ou quadrimestres. O que muda?

Eu, por exemplo, escolhi contar o ano em semanas. Por que? Para acomodar melhor a criatividade. Se eu me planejar para ter 12 projetos, cada mês com um projeto diferente, acho que são poucas oportunidades (no máximo, dar vida a 12 coisas?) e muitos riscos (se 6 não derem certo, só sobram 6).

Leia meu artigo na íntegra no Mundo Universitário (página 9).

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