Nesta quarta-feira, 16 de março de 2016, alunos da escola de insights MeuSucesso.com poderão conferir minha aula sobre Cultura de Inovação, que gravei a convite da Alice Sosnowski, líder de conteúdo pedagógico (e realizadora dO pulo do gato), e do Sandro Magaldi, CEO da empresa – muito obrigado pelo convite e confiança!

O foco da aula parte de uma pergunta feita pelo Gustavo Caetano, fundador da Samba Tech e personagem do documentário que embasa a atual temporada na escola: como manter a inovação viva na empresa? O próprio Gustavo abriu um leque de respostas no seu documentário: o caminho para isso passa por cabeça, processos e cultura.

Clique aqui para ver minha aula sobre Cultura de Inovação, no MeuSucesso.

Eu escolhi cultura (organizacional) porque acredito que ela faz a ligação entre a cabeça (mindset, mentalidade da pessoa) e o processo (da equipe ou da empresa). Venho me dedicando especificamente ao tema Cultura de Inovação desde 2015: é o foco dos projetos internos e de clientes que realizo por meio do Grupo TV1 e foi o tema do meu trabalho de conclusão no MBA em Estratégia, que cursei na FGV.

De growth hacking a culture hacking

Venho observando que o Marketing vem fazendo cada vez mais coisas que antes ficavam para Vendas. De certa forma, “fazer mercado”, que é o verdadeiro sentido do Marketing, vem se provando mais do que uma atividade de suporte a Vendas. Neste contexto, emergiu uma séria de novas práticas, que são abordadas coletivamente como Growth Hacking ou Marketing Exponencial. Ao mesmo tempo, ouve-se falar em organizações exponenciais (conceito promovido por Ismail Salim), empreendedorismo de alto impacto e cultura de alta performance (ou de resultados).

cultura_de_inovacao

Se analisarmos cada um dos conceitos e dermos um passo ao lado, podemos fazer que, juntos, perfazem o que podemos considerar como uma mudança na cultura organizacional, mas fundamentadas não apenas naquilo que o Conselho determina como Visão, ou no que a área de Pessoas define como Valores – muito menos em Políticas, Sistemas e Processos. Estou falando da famosa frase “a cultura come a estratégia” (significa que, por mais que você planeje coisas ideais, o jeito como as coisas são feitas no dia-a-dia pode estragar com qualquer plano – esta é a importância de manter uma boa cultura, voltada a inovação).

Acontece que esta questão da cultura organizacional também vem sendo reformulada por diversos profissionais em diversas empresas. Andei me correspondendo com Robert Richman, que foi estrategista de cultura na Zappos e no Google, deu workshops e palestras em inúmeros lugares e escreveu o livro Culture Blueprint. Como é possível ver no vídeo baixo, Robert explica como é possível “hackear” uma cultura de trabalho.

O conceito de hackear uma cultura organizacional, para que seja “melhor” (ou voltada à inovação) é parecido com o de qualquer hacker (de crescimento ou de software): identificar pontos de tensão (“problemas”), imaginar uma forma resourceful (“criativa”) de fazer uma interferência que possa alterar o comportamento daquele ponto do sistema. De preferência, uma forma focada, concentrada, que use o menor esforço para obter o maior resultado (mudança cultural) possível. Uma incisão, uma cutucada (nudge).

Lembrando: cultura é a forma como se cultiva o trabalho no dia-a-dia. Não a forma como se “cultua” frases de efeito nem a forma como se estabelece estratégias, políticas, metas e processos. É o que, de fato, acontece no meio social e simbólico da equipe, da empresa.

Explicação da foto de baixo: resolvi desenhar um canvas de proposta de valor na parede do Grupo TV1, aí uma colega veio perguntar a respeito, aí veio outra (ambas Renatas!) e acabamos conversando durante 2 horas e 30 minutos sobre inovação – em pleno horário de almoço de uma sexta-feira! Literalmente, estávamos cultivando a inovação, criando laços emocionais entre nós e com o tema, instalando no trio uma capacidade diferente de encarar as coisas (empresa, clientes, problemas, oportunidades, projetos) e modelá-las de forma diferenciada. Mudou a forma como encaramos o trabalho, temos uma cumplicidade que não seria facilmente conquistada com alguma atividade oficial, deliberada, planejada. Comentei este caso (e outros) com o Robert Richman e ele concordou que se trata sim de um culture hack. Que assim seja!

 

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