Periscope: 10 milhões de usuários em 4 meses

Muita gente no Brasil já transmitiu vídeo ao vivo pelo aplicativo de celular Periscope. O número que temos à disposição é de 2 milhões de pessoas por dia assistindo a alguma coisa pelo app, seja em iPhone ou em Android. Hoje eu fiz minha primeira transmissão, algumas pessoas assistiram nos celulares, outras em seus computadores (pegaram o link que foi twittado pela minha conta), algumas assistiram depois de eu ter encerrado a transmissão. Mais do que de growth hacking, inbound marketing, abordei o estudo dos hábitos e a importância das profissões soft (humanas, sociais) para a formação de produtos e mercados (não apenas designers, programadores, negociantes).

O MCTI já transmitiu várias vezes, a Bel vive fazendo. Soma tudo isso e já somos 10 milhões de usuários do app no mundo, que está disponível há meros 4 meses. Muita gente atribui parte do sucesso ao fato de o Twitter ter adquirido o aplicativo e ter ajudado a divulgar, mas o fato é que o bichinho é bacana, funciona bem, parece bem natural, sem fricção. Se encaixa na nossa vida.

Bem, se você for um periscoper, tenta me achar lá (se fizer login com Twitter, o app já vai sugerir gente pra seguir). Até a próxima!

diego techcrunch

Rethink Business, nosso novo livro coletivo, baixe grátis

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Pouco antes de eu deixar a cadeira do Startupi, a Marina Miranda da Crowd Envisioning, promotora da Conferência Internacional de Crowdsourcing, me convidou para escrever um pouco sobre o que passava na minha cabeça sobre o momento dos negócios no Brasil.

Eu escrevi sobre o relacionamento entre startups e grandes corporações, especialmente por meio de corporate venture capital. Outros autores escreveram sobre uma diversidade de temas importantes. Aliás, fica a dica: o livro é uma introdução a uma série de temas que serão atualizados e aprofundados em 5 e 6 de novembro de 20015 em São Paulo no evento Rethink Business.

Lista completa de autores: Adolfo Menezes Melito, Ari Piovezani, Bob Caspe, Cezar Taurion, Daniel Egger, Denilson Novelli, Diego Remus, Dora Kaufman, Flávio Pripas, Lauren Castelnau, Luciana Hashiba, Marina Miranda, Mário Kaphan, Marcela Martinelli, Marcelo Vitorino, Mark Kennedy Lund, Sandra Regina Boccia, Stefan Lindegaard, Tatiana Melani Tosi.

Vale a pena conferir o material. Clique aqui ou na imagem para baixar gratuitamente.

diego techcrunch

Vamos combinar cultura, tecnologia e negócios: slides que apresentei no Google I/O

Ontem dei uma palestra no evento Google I/O Extended Brasília. Falei sobre como a tecnologia e a economia estão intimamente relacionados entre si e com a nossa cultura. É como um tripé em que cada perna ajuda a outra a caminhar.

Usei como exemplo o programa educacional Young Coders, do Instituto Illuminante, que por meio de aulas de programação, inovação e empreendedorismo ao longo de 3 semestres no turno oposto do Ensino Médio de uma escola estadual pretende fazer um “efeito Ripple” no sistema de ensino, na vida das pessoas e na qualidade das comunidades.

Clique neste link para ver os slides.

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Falando com gigantes: lembrando que comecei a palestrar em 2009

Palestrando no mesmo evento em que Tom Kelley (Ideo Design) em 2010

Já trabalho há 20 anos. Por oportunidade. Já na adolescência, tive a honra de ser educador de diversas turmas. Perdi a “vergonha de falar em público”. Também toquei em um grupo de rock – não cantava, mas me apresentava. Tudo isso foi somando até que em 2009 me convidaram para dar uma palestra pública e desde então já falei de Norte a Sul do Brasil (literalmente) e no exterior. Quando vi, estava falando no mesmo evento que um fundador da IDEO.

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Quando a faculdade é o seu kung fu

É, eu poderia até assustar vocês escrevendo que a faculdade é bastante marcial, com suas idiossincrasias disciplinares e simbólicas. Mas isso vocês mesmos merecem o direito de descobrir por conta se é verdade ou não! A ideia por trás deste artigo veio quando comecei a pensar sobre um seriado que ando assistindo.

Em um dos capítulos de Marco Polo (filme de ficção em série baseada na história do navegador italiano famoso por integrar rotas comerciais), o personagem principal, que se chama… adivinhem… Marco Polo… está recebendo aulas de kung fu de um mestre cego. O mestre o pergunta: “quando você voltar ao Ocidente, o que dirá sobre o kung fu? Que significa lutar? Convocar o espírito do tigre? Significa habilidade suprema pelo trabalho duro”.

O mestre segue exemplificando: “um grande poeta alcançou o kung fu; o pintor, o calígrafo, também se pode dizer que alcançaram kung fu. Também um cozinheiro ou faxineiro alcançam o seu kung fu. Prática, preparação, repetição interminável, até que sua mente esteja cansada e seus ossos doam. Até que esteja acabado demais até mesmo para suar ou respirar. Este é o caminho, o único caminho de ter kung fu. Infelizmente, rapaz, você não tem kung fu”.

Leia meu artigo na íntegra na página 9 da edição 56 do jornal Mundo Universitário Educa.

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As startupolíticas da startupolis em que vivemos

Para mim, duas coisas marcaram a Campus Party no que tem a ver com startups. Sim, os estandes Startup & Makers estavam bem mais organizados, a qualidade das demonstrações estava bem melhor. Os painéis e palestras tinham temas bons. Mas, a meu ver, as coisas mais significativas para nosso mercado não estavam lá para aparecer.

Coisas que nem todo mundo reparou

Achei sensacional a Faby Lima estar lá comentando com as pessoas sobre como bateu 130% da meta de “equity crowdfunding” (ou “crowdequity”) na plataforma Broota, conquistando investidores sob seus próprios critérios. Para quem tinha dúvidas se o formato ia funcionar, ou se dava para confiar: existe até a Associação Brasileira das Empresas Administradoras de Plataformas de Equity Crowdfunding (Abpec, ou Equity), encabeçada por Adolfo Melito e Paulo Milreu. Mais startups vem conseguindo se financiar desta forma, que conta com liberação na CVM.

Encontro de Agentes do Ecossistema O Márcio Brito, do Sebrae Nacional convidou mais de 20 pessoas para entrarem no seu Domus (parecido com um iglu de plástico, uma verdadeira bolha – que felizmente não estourou) e, com a facilitação de Yuri Gitahy, alinhassem seus entendimentos e ações acerca do ecossistema de startups. Fiquei feliz de participar, ao lado de representantes da ABStartups, Endeavor, ABVCap, Equity, Apex-Brasil, Start-Up Brasil, BizSpark, Demo Brasil, Anjos do Brasil e uma série de outras entidades e empresas consideradas agentes deste ecossistema. Alguns empreendedores também participaram. Teve sim um caráter simbólico, de reunir todo mundo, mas também mostrou que pode ser produtivo usar a colaboração e simultaneamente pensarmos em uma proposta de valor conjunta, integrada.

Brasil Mais Empreendedor

Nos últimos meses, mais de 100 pessoas contribuíram para a construção de um documento referencial em torno do que ficou conhecido como Brasil Mais Empreendedor. Depois de reuniões presenciais e virtuais, muitas mensagens de Whatsapp, muitos e-mails, telefonemas, papos e quetais, diversos empreendedores realizaram um painel no palco Startups & Makers para anunciar ao mundo que um grupo de entendidos e interessados elencou e especificou uma série de propostas de ação para o avanço da atividade empreendedora (e startupeira) no país.

Leia meu artigo na íntegra no Startupi.

Inicie uma carreira já se preparando para o conforto no futuro

Pouca gente se dá conta que há quatro formas de fazer dinheiro na vida. A mais óbvia, geralmente procurada por quem busca uma graduação, é ser funcionário: você trabalha para os outros e ganha dinheiro por isso. Outra forma, que o Startupi vem acompanhando e auxiliando nos últimos anos, é o caminho empreendedor: os outros trabalham para você, ajudam a sua empresa a render, e por isso você ganha dinheiro.

Uma terceira forma, que não depende dos outros, é trabalhar como autônomo (ou free lancer, ou consultor independente): você presta serviços a clientes, mas não é funcionário de ninguém nem tem funcionários. Uma quarta forma seria o caminho investidor: fazer o dinheiro trabalhar para você.

Estes caminhos não são excludentes. Você pode escolher várias ou todas essas formas ao longo da carreira, talvez até simultaneamente. O mais importante que aprendi (tanto teoricamente, quanto com o exemplo dos outros e com a minha própria experiência) é que, se você pensa que um dia quer viver de renda sem trabalhar (por exemplo, se aposentar depois de 35 anos de trabalho), então o tempo é o melhor amigo, o fator mais importante aliado a qualquer valor que você conseguir economizar, aplicar. Pode ser aplicar em conhecimento, que vai te trazer novas habilidades, que vão gerar atividades profissionais mais rentáveis. Pode ser investir criando um negócio, pode ser investir no negócio dos outros, pode ser investir em produtos financeiros (Tesouro Direto, CDB, ações, previdência privada) ou em outros ativos que tendem a valorizar ao longo do tempo (como imóveis).

Continue lendo meu artigo na Mundo Universitário (página 14).